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Os astros continuarão dizendo que é tempo de mudanças e que, para todos os signos, a única coisa a se fazer é acreditar no poder de seus sonhos e lutar. Enquanto você tira a poeira do seu boné “Brasil Hexa” de 2006 para usar, o sentimento patriota presente de quatro em quatro anos vai se alastrar durante a Copa. A China vai inventar mais um robô “amigo” dos homens que estará presente em uma dessas feiras de Ciência e Tecnologia. A programação da TV brasileira será infestada de propagandas políticas patéticas que prometem crescimento, educação, saúde e qualidade de vida com Zés da Padaria e isso estressará profundamente quem vê novela das “oito”. O Big Brother Brasil 2010 vai contar com gostosas, malhados, coitados e pentelhos, estereótipos clichês a despertarem comentários de sempre. As pessoas vão reclamar do preço do gás, da queda da bolsa, da política, da violência e do calor. Lady GaGa vai continuar bombando, Obama vai continuar pagando de bonzinho com o sorriso simpático e Sílvio Santos vai continuar tranqüilo e calmo conduzindo o SBT. Já eu vou continuar tentando entender Matemática e aperfeiçoando minhas ironias.
Pauta para o Tudo de Blog - Quais as suas previsões para 2010? A Lady Gaga vai conseguir ficar no topo dos sucessos? Algum querido vai morrer? Brit vai dar aloka de novo? O Brasil vai ganhar a Copa? Enfim, a ideia é tentar dar uma de vidente e imaginar o que rola no mundo em 2010.
de Tati Bernardi
"Acontece de repente, quando acaba o pão de queijo no café com revistas ao lado do prédio que tem cheiro de umidade. Um dia que não prometia absolutamente nada, talvez chuva, mas nem isso se cumpriu. Não é dia de trânsito nem de acidente. Não é véspera de nada e tudo vai tão calmo que você poderia até esquecer o celular em algum lugar e só se dar conta no dia seguinte, na hora do despertador. Naquele segundo, lá no café sem pão de queijo, você topa o pão de batata mesmo, se esquece um segundo pra ver uma chamada do Caderno 2 e sabe que foi aceito. Simples assim. Você está há meses indo de escova e lápis de olho e nada. Você levou todos os seus livros e algumas reportagens que saíram falando de você, e nada. Você tentou ser inteligente, ágil, prestativo, misterioso, difícil, fazer piadas sexuais, nada. Até que numa tarde, de repente, porque já acostumaram com a sua cara ou só porque enfim sua natureza legal venceu a sua vontade de ser legal, você se torna mais um. Você consegue, finalmente, ficar em silêncio ao lado das pessoas, e as pessoas conseguem, finalmente, gostar de você mesmo, ou principalmente, porque você, finalmente, ficou em silêncio. E então você é mais um. E tanta dor de barriga e medo, tudo aquilo que faz você se sentir tão especial. Você esquece que é especial e se torna mais um. Só mais um a comer um pão de batata velho desejando o pão de queijo recém saído do forno. Só mais um. E no meio de tanta gente querendo provar coisas, você dá o desconto e só as escuta. E de repente, estão fazendo silêncio para escutar você. E, de repente, pela primeira vez, porque dessa vez sim é a sua vez, você diz algo e todos riem de modo a te mostrar que você conseguiu. E você não tem mais dor de barriga e nem ódio e muito menos ânsia de vômito. Você não tem nada, você tem é uma massa que se mistura e sente tanto com todos que se anula. Se anular, você vai descobrir, era só o que você precisava pra ser feliz. Ser mais um, você vai descobrir, é o que faz a gente passar meses exaltando o que somos. O fim de toda a arrogância e genialidade é uma simples frase do tipo “ah, você já vai?”. Fazer falta é simples, popular, sem nenhuma dramaticidade e quase não dá bons textos. Ser sozinho rende o mundo, mas me parece tão pequeno perto dos meus passinhos de dança, depois, ao chegar em casa."
Tudo o que eu precisava ler e, agora, compartilhar.

Atire a primeira pedra quem nunca olhava se tinha algum recado no Orkut assim que ligava o computador alguns anos atrás. Criei o meu em meados de 2005 e, juro, deixava de sair nos sábados só pra ficar de cara pra tela do computador, esperando ansiosamente qualquer recado ou depoimento que fosse, ou até mesmo aqueles cartões super cafonas ou peixinhos coloridos. Hoje em dia, são tantas as redes sociais que até confundo os nomes com as funções. Tem horas que acho que isso é pura modinha, porque todo mundo acha que sabe tirar foto, que tem pleno domínio da língua portuguesa e que é profundo conhecedor da música. A privacidade vai pro saco, e muitos ainda desconhecem o poder da Internet, porque ficam somente com o MSN, Orkut e afins abertos, esquecendo que estão ligadas não somente aos amigos e conhecidos, mas ao mundo todo, podendo sofrer qualquer tipo de lucro ou prejuízo. Acho pura neurose quem tem “todas” as redes sociais. Tudo bem que são muito legais e te proporcionam promover-se sem sair de casa, mas sou obrigada a admitir (inclusive pra mim) que isso é pura auto-afirmação do ego. É realmente muito bom receber elogios, saber que tem gente que gosta de você, ganhar fãs e conquistar o mundo virtual. Só não se pode ficar dependente disso e esquecer que nem só de Internet vive o homem, e que o mais legal, mais válido e mais emocionante em viver fica quando você desliga o computador, no mundo real.
Pauta para o Tudo de Blog - Parece que hoje todo mundo está, de uma forma ou de outra, vivendo dentro das redes sociais. O que vocês acham disso? A coisa toda ficou meio neurótica ou isso é bacana e bem normal? Como fica a questão da privacidade? Isso é somente uma modinha que vai passar ou veio mesmo pra ficar? Quem aí morre um pouquinho se não acessar o orkut pelo menos uma vez no dia?
Primeiramente, eu peço desculpas. Por tudo e principalmente pela falta de vergonha na cara: faz mais de um mês que eu não escrevo aqui. E esse fato não é exclusivo ao blog: faz mais de um mês que eu NÃO escrevo em lugar nenhum. A hesitação na hora de escrever tem me privado do que mais me faz bem, e eu não sei porquê eu ainda hesito. Sim, estou hesitando ao escrever aqui, mas vou continuar. O engraçado é que, não escrevendo, comecei a falar muito. Demais. Sem papas. E o clichê quem fala o que quer ouve o que não quer tem me perturbado mais do que as ondas na aula de Física. Eu não lembro mais do significado de medir as palavras e de ter limites: evaporaram junto com a água da chuva que desceu hoje. E mesmo achando que falei tudo que queria falar, ainda sinto o peso de uma palavra não dita. Pesa mais que um período, mais que uma citação, esbarra numa antologia, e termina num romance. Praticamente um romance, dos bem extensos, ainda a ser dito, e eu não sossego. Eu espero (não prometo porque se não cumpro me sinto culpada) que, mesmo ainda com coisas a dizer, escreverei aqui. A fala e a escrita, de novo, entrarão em equilíbrio. Taí: equilíbrio. Uma palavra que com toda certeza está passando longe longe longe do meu estado de vida físico e psicológico atual. Além de escrever, o que eu mais tenho buscado é o equilíbrio que me falta e me estabelece. Não sei se esse texto vai ser satisfatório para vocês; na verdade, tenho certeza que não. Mas uma coisa é certa: um dos capítulos do romance a ser dito já está falado. Ou melhor: escrito. Finalmente, eu peço desculpas.
Para a alegria (ou não) de vocês, duas pautas para o Tudo de Blog. As duas falam sobre vida e são bem existenciais. Para ilustrar, abaixo vai uma relíquia diretamente do meu baú de preciosidades: Bruninha em sua festa de palhacinhos de dois anos. É...Era feliz e sabia.

Crescer é necessário
Nunca achei que seria, sempre, a garotinha ingênua; não só aos olhos do papai, mas aos olhos de todos. Se há uma certeza nessa vida, é a de que vamos crescer e não vamos agradar a todos. Comecei a ir para a escola sozinha, a estudar sem a ajuda dos meus pais, a escolher minhas roupas, a resolver assuntos do coração por mim mesma e a escrever sobre isso. Resumindo: cresci, e já não sou mais uma menininha que espera sua bicicleta rosa de rodinhas no Natal. Quando passei para a 5ª série, estudar no turno da manhã parecia ser a faixa definitiva de transição para a adolescência; até eu conhecer Química e Física. Foi na 8ª série, ao começar a aprender o que é matéria e que as coisas dependem do referencial, que eu dei conta que aulas era realmente coisa séria. Na verdade, desde os 11 anos tenho programação semanal completa, pois sempre fiz cursos além da escola. Hoje em dia, tenho os traços de uma adolescente com sintomas de adulta precoce, vindos da minha infância irregular, que contracenava brincadeiras de casinha e boneca com cursos de música e inglês. O mais difícil foi aprender sozinha (às vezes da pior maneira) que, agora crescida, errar tem um peso chamado conseqüência, que agora deve ser pensada antes mesmo do possível erro. E se me perguntarem o que vou ser quando crescer, direi, certamente, que crescer não é um estado definitivo: é um estado constante.
Pauta para o Tudo de Blog - Quando percebi que não era mais criança - Que momento vocês pararam e se deram conta que tinham crescido? O que mudou? Foi doloroso? Foi fácil? Como é crescer? Como é perceber que não dá mais pra passar o dia brincando de Barbie e assistindo desenho na TV?
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Película existencial
A começar pela protagonista, meio romântica meio realista, minha vida daria um filme por eu não ter nenhum controle lógico para o roteiro inesperado, e sempre mudar o script, improvisando onze em cada dez vezes. Eu seria aquela que às vezes passa horas ajudando e às vezes está nem aí, que reconhece uma mentira a milhas de distância, que percebe gestos, que se inspira no diferente e com o que se identifica, que declara suas paixões e angústias sem medo, que faz e fala agindo com uma quase razão, porque tem um coração muito sensível, e às vezes se descontrola nas emoções. O elenco é marcado por pessoas que sempre vem, vão ou permanecem. O gênero, meio indefinido, faria as pessoas se manterem sempre numa constante mudança repentina, de risadas a choros, de piedade a ódio, de raiva a amor. A trilha sonora não caberia em um filme, tampouco em vinte. Algumas cenas remeteriam a outros filmes, como numa vez que minha vida ficou embalada pela música tema de Armageddon. As cenas de suspense geralmente seriam as voltas pra casa depois de uma festa, e as de amor seriam tão lindas e saudosas quanto confusas aos olhos do público. Os acontecimentos repentinos em determinada transição de cena seriam os de mais importância, definindo quase sempre o final. O final seria suave, quase passaria despercebido, já que filme e vida, em comum, tem o fim como novo começo, num ciclo sem fim e louco, mas feliz.
Pauta para o Tudo de Blog - Minha vida daria um filme - Aposto que todo mundo já pensou nisso em algum momento! (...) Então viajem legal e diga por que a vida de vocês poderia lindamente parar na tela do cinema (e ser sucesso de público!).
Aconteceu como num filme. Ela muda de escola, ela mostra uma música, eles começam a conversar. E eles são praticamente iguais. Ela conta seus medos, suas preferências reais, que só ele entende e é capaz de gostar também. Começam a andar junto e se perguntam porque demoraram tanto para se conhecerem e serem amigos. Os filmes são os mesmos e as músicas, iguais. As conversas são diferentes, a inteligência se atrai. Ela pensa “meu amigo, meu irmão, ele me entende”. E ele pensa “minha amiga, minha vida, meu amor”. Pensamentos se chocam, interesses diferentes. As conversas diminuem quando tudo é revelado. Tentar conciliar as coisas fica meio complicado. Férias chegam, passam e a rotina volta. As conversas de dias inteiros viram poeira digerida nas matérias do fichário. E o amor dele nem em “bom dia” se transforma.
Pauta para o Tudo de Blog - E se seu melhor amigo se apaixonar por você? Vale a pena investir na relação e arriscar perder o BFF caso a história não dê certo? Ou melhores amigos fazem parte dos impegáveis por natureza? Quem tem boas histórias para contar?
Dessa vez vou entediar vocês de maneira diferente. Vou batizar esse post de “Merchandising”. Já sabendo do que se trata, vamos por partes.
Há um livro chamado “Formaturas Infernais” (clique na imagem ao lado para ir ao site oficial), livro de contos sobre formaturas que, literalmente, acabaram mal, ou até em morte. Eu li apenas um conto (que será falado no decorrer do post), mas os outros, segundo minha amiga, são bem interessantes.
O conto em questão se chama “O Buquê”, da autora Lauren Myracle. (Para ler um pedaço do conto “O Buquê”, clique aqui.) Minhas amigas e eu amamos cinema e, como uma de nossas diversões é filmar e fotografar, nós acabamos resolvendo fazer um curta-metragem adaptado desse conto. Explico.
Minha amiga, de pseudônimo Fanny, escreveu um roteiro adaptado do conto. Nós gravamos em três dias porque a Fanny vem visitar a gente (meus amigos e eu) em feriados e nas férias, já que ela não mora mais aqui na cidade. Elas (minhas amigas) inventaram a Lights Productions, nossa “produtora”. Desde então, nós nos divertimos com isso. Fizemos até trailer! Dividimos o curta-metragem em três partes, as quais colocarei os links abaixo.
Um aviso importantíssimo que deve ser levado mais em consideração que tudo que escrevi antes: não somos, nem de longe, atores profissionais. Tudo é amador: gravamos com câmera digital e editamos com o Sony Vegas. Considerem tudo isso antes de assistirem. E espero que gostem.
FILME
Parte 01: http://www.youtube.com/watch?v=LAvjYsCvszE
Parte 02: http://www.youtube.com/watch?v=ayce_5AMZnE
Parte 03: http://www.youtube.com/watch?v=ny3PCjyKYuk
TRAILER

Fazer um começo de texto sem saber por onde começar é o início de um possível fiasco. Pedir desculpas por ter ficado mais de um mês sem postar nem vai adiantar muito. Mas sou obrigada a dizer que precisei desse tempo; e eu odeio dizer que precisei de tempo para pôr as coisas no lugar.
Costumo dizer que eu penso por muitas pessoas, já que na minha cabeça rolam várias informações que já vêm embutidas em possíveis causas e conseqüências. Se eu descubro às 10:30h alguma coisa que não gostaria de ter descoberto, às 10:40h já sei quem, onde, quando e porquê. Sinto-me detetive da minha própria fossa.
O que mais fiz nesse tempo que não escrevi foi re+verbo: reler, rever, repensar, recontar, refazer, reorganizar. Angústia e expectativa devem resumir o que senti, porque ao mesmo tempo em que a saudade fazia um buraco no meu peito, a esperança o vinha cobrindo. São paradoxos, mas quem já se sentiu viver uma mentira provavelmente deve entender.
Tenho procurado um refúgio nessas férias de inverno e pensado muito em ficar um tempo fora da minha realidade. Quero dar um tempo dessa cidade mascarada. Viajar. Devo visitar meus avós em uma cidade perto daqui. Mesmo perto, trocar de ares já vai me fazer bem.
Também tenho pensado em escrever mais. Começar a pensar na possibilidade de escrever um livro, talvez. Postar pelo menos duas vezes por semana no blog e terminar de ler os dois livros que peguei. Quero parar de acordar às 13:30h para dar fim à horrenda sensação de dia perdido.
Também quero agradecer ao Paulo Henrique e à Jéssica Lannes. Ao Paulo, amigo fiel de caráter indescritível, sempre comigo, mesmo que pela Internet. E à Jéssica, que me surpreende a cada dia, sempre me dando forças para não parar de escrever. Obrigada mesmo.
Disso tudo, fica a certeza de que quero e vou mudar mais ainda, porque sinto que estou sedenta de evolução. Um pouco mais de fantasia e verdade reinando na mente, talvez. Mais ilusões, não. Com ilusão já basta o nome do meu blog.
Começo a crer que, quando eu morrer, o motivo será porque há uma bomba acumuladora de informação dentro da minha cabeça; e depois essa bomba explode e eu morro. Informação demais pra viver, espaço insuficiente para guardar...Quer saber? Mudei de idéia.
Não quero mais devanear fantasticamente sobre o modo como morrer. Por que falar de morte quando o que mais quero é viver? Vamos falar de vida! Afinal, como diz Caio Fernando Abreu, viver bem é a melhor vingança! E quando uma bomba faz tique taque na sua cabeça todo o tempo, deixe-a estourar! Não se morre com isso, não. Deixe as lágrimas saírem e também deixe o sorriso estampado nos outdoors dos corações das pessoas.
Ninguém merece sofrer, mas ninguém te disse quando você nasceu que a vida seria fácil. E se a gente descobre essa dificuldade de viver na própria dificuldade em viver, o choque é mais forte e às vezes estoura de uma só vez. É nessas horas que a gente acumula pensamentos do tipo “quem diria que viver ia dar nisso”, e do nada pára, reflete, está num lugar que não parece estar e fica em um tipo de transe pensativo.
E pensa muito. Demais. Pensa de modo tão demasiado na bomba que mal percebe que o relógio da vida continua correndo contra o tempo que se tem e que ele não pára pra você reorganizar o tempo que praticamente se quis perder, deixando praticamente de fora uma frase que eu acho indispensável: “A vida é ‘muito’ para ser insignificante”.
Todo mundo já cultivou ou cultiva bombas na cabeça. Bombas que foram jogadas e remoídas, que também acabaram deixando os destroços afetando depois do estrago feito; bombas que estão prestes a serem jogadas ou foram jogadas com a hipócrita explicação de não ter “intenção de matar”, e que “matariam menos” se fossem logo jogadas com a real intenção; bombas corriqueiras; bombas inevitáveis...São tantas as bombas de sentimentos que não consigo organizá-las em apenas um devaneio adolescente.
Gosto de falar de vida. Vizinho, fale de vida. Inimigo, fale de vida. Amigo, fale de vida. Mundo, fale de vida. Vida, fale de vida! Falemos todos de vida!
Não quero pregar uma auto-ajuda clichê. Eu só quero falar de vida. Eu só quero viver a vida! O mínimo que eu mereço é viver. E eu desejo o mesmo pra você!
Eis que surge, em meio a nuvens cinzentas e ar irrespirável, ela, nossa protetora, guardiã e zeladora silenciosa: a Mulher Sustentável. Filha do Desenvolvimento e da Sustentabilidade, ela é a super-heroína mais falada do momento. Apesar da grande maioria da humanidade ainda discordar de seu trabalho, seguindo somente os ideais de seu arquiinimigo, o Super Crescimento, a Mulher Sustentável vem ganhando papel de destaque. Sua luta é a favor do homem retirar da natureza aquilo que preenche suas necessidades e, ao mesmo tempo, preservar a biodiversidade. A Mulher Sustentável vem recuperando áreas devastadas e buracos na camada de ozônio com seu raio laser verde reintegrador de moléculas; e, com seu sopro turbo verde sustentável, vem dia após dia restabelecendo a temperatura do planeta. Sua última luta com o Super Crescimento não foi física. O ideal em questão, no debate com os líderes mundiais das ONG’s e das principais empresas do mundo, que era acompanhado via Internet por todos os seis bilhões de terráqueos, era uma votação que escolheria qual filosofia o mundo seguiria nos próximos anos. No fim do debate, a Mulher Sustentável conseguiu mais da metade dos votos, e sua filosofia vem sendo implantada em um país de cada vez, com um passo de cada vez. Assim, todos puderam respirar aliviados: e com ar puro!
Pauta para o Tudo de Blog - Vocês vão ter que inventar uma super-heroína do verde! Ou seja: criem um nome para essa heroína e imaginem que superpoderes ela teria, quem seriam seus arquiinimigos, pontos fortes, fracos e afins. No post vocês podem relatar uma "aventura" desse personagem em sua luta a favor do verde. A ideia da Capricho é que vocês, de uma forma bem humorada, discutam a questão da sustentabilidade. Um desafio!

Seria muita hipocrisia dizer que sempre falei de sexo com naturalidade. Na verdade, falar abertamente sobre isso quase nunca acontece. Até hoje, conversei sobre sexo e afins com exatos três amigos. Aqui em casa até se fala, mas as palavras relacionadas a sexo são jogadas no ar como metáforas para eu pegar e guardar num pote; e depois refletir sozinha sobre o que guardei lá dentro. Lembro de uma aula de Biologia do primeiro ano que o professor usou só para tirar nossas dúvidas sobre sexo e explicar sobre. Tirando isso, sou praticamente uma autodidata nas vertentes relacionadas a sexo. Até um tempo atrás, sempre que alguém chegava para falar de sexo comigo, eu exclamava “ohs” e “credos” involuntários, querendo, na verdade, dizer absolutamente nada. Era pudor ou medo de falar sobre um assunto tido como tabu por uma legião de pessoas? Não sei. Sei que, agora, meus conceitos mudaram e, com isso, encaro o assunto sexo com a devida naturalidade que deve ser encarado. Afinal, do sexo viemos e sexo faremos/fazemos. Claro que, como romântica assumida, acho sexo sem amor out à beça. Quando tiver que acontecer, vai acontecer. E será naturalmente. Na hora certa, com a pessoa certa, com maturidade, preparação, respeito e a primordial recíproca confiança entre as pessoas. E, obviamente, com muito amor.
Pauta para o Tudo de Blog - Vocês têm vergonha de falar sobre sexo? Isso é um assunto tabu? Ou vocês desencanam geral e não ligam para isso? Quem fala com os pais? Ou somente com os amigos? Ou quem é muito reprimido e cora só de pensar em escrever sobre o tema?
O reencontro deu-se por volta das dez da noite naquele sábado. Enquadrada no xadrez que vestia dos ombros aos joelhos, ela mal podia acreditar que ele estava ali, de frente pra ela. O perfume dos dois se encontrava no ar como há tempos não se sentia, e o som dos carros ao longe não impedia o silêncio que reinava no curto espaço dos minutos incontáveis em que os dois se reconheciam pela segunda vez.
Ele tentou falar, tentou se mover para abraçá-la. Tentativas frustradas que resultaram no piscar de olhos mais demorado que ela presenciara. Os quatro olhos pareciam jabuticabas maduras prestes a caírem do pé. Mas não podiam ficar se olhando tanto; não ali. Moveram-se em busca de lugar nenhum. Ainda havia tempo.
As estrelas permaneciam no lugar de sempre, cintilando para as pessoas que se punham a observá-las em qualquer lugar que fosse. A Lua crescente lembrava o sorriso de alguém que não hesitava ao sorrir, e espremia ao seu lado uma minúscula estrela perdida no espaço. De fato perdida, mas teoricamente: a Lua lhe fazia a companhia necessária na imensidão do céu naquele fim de noite. E parecia que as estrelas haviam sido transferidas para o sorriso dela e para o olhar dele, brilhantes como sol refletido em água pura.
As mãos dadas transmitiam uma sensação gelada mesmo no tempo quente daquela noite estranha. A sinceridade os perseguia e nenhuma palavra havia sido dita até então. O lugar inseguro havia ficado para trás e os pés os levavam a uma velha subida, já conhecida por ambos, em direção a uma casa cor de primavera desbotada. Entraram.
Ela estava lá, a velha rede cor de canela, no lugar de sempre, esperando para que fosse palco de abraços e de despedidas intermináveis.
Felizes só por terem um ao outro, as primeiras palavras começaram a sair das bocas brilhantes, dando início ao clichê amoroso mais bonito que imaginaram.
- Eu estava com saudade.
- Eu também, mas tinha medo.
- Não sei porquê medo.
- Não sei se você compreenderia o medo.
- Eu te amo, mesmo com as interrupções.
- Eu te amo. Sem interrupções.
Beijaram-se com tal intensidade que se tornaram delicados. Ela mal podia acreditar que seus cabelos misturavam-se ao ombro esquerdo dele e que o tinha, finalmente, bem onde queria.
A madrugada passou depressa e os dois permaneceram ali, abraçados na rede todos os segundos que podiam. Clamavam silenciosos por um tempo adicional, algo que não se compra, não se volta; simplesmente não se pode ter. Como foram perder tanto dele?
No último segundo, o barulho do freio do carro já havia poluído os quatro ouvidos. A manhã que começara tinha cheiro de queimado. As escadas que desceram ressoaram como vozes perdidas na multidão.
Ele entrou no carro em prantos e ela ficou do lado de fora. Olharam-se, despediram-se silenciosamente. Houve o arranco do carro, o choro apertado e a dor contida.
Sangravam de amor e de tempo perdido. Deram-se conta de que era demasiado grande para terminar de qualquer forma.
Amor. Amavam. Amam.
Conto escrito em setembro de 2008 e postado na hora certa.

A era em que vivemos é onde o respeito mandou lembrança e não sabe quando volta. Querem tirar as pessoas de circulação, deixando livre quem deveria estar preso e deixando preso quem deveria ser livre. A medida quer proteger os jovens até 18 anos, mas ela não proíbe o que quem tem 19 anos ou mais faz. As más influências circulam desde o raiar do sol até o cair da noite, e nada impede que os atos ilegais sejam feitos nos horários de “bom dia” aos de “boa tarde”. Eu tenho 15 anos e não ficaria nada satisfeita em ter minha liberdade limitada. Afinal, liberdade tem limite? Sim, mas não dessa maneira. Pais sem autoridade sobre os próprios filhos e professores sendo agredidos por alunos mostram que o problema não é de total culpa do que vem de fora, mas do que carece de dentro. Educação é a palavra. Por isso, não adianta o governo querer educar os filhos dos outros: educação vem de berço e de escola. E o que o governo deveria ter como prioridade é apenas a melhoria na educação que vem da escola. Quem decide que horas um filho volta pra casa são os pais. A educação e a consciência dos jovens é o que realmente manda no que eles farão quando estão expostos ao mundo corrompido. Quem faz o ladrão é a ocasião, e não o horário.
Pauta para o Tudo de Blog - Sobre o "toque de recolher"
Clique AQUI para ver.

Blogs Legais - 22/abr/09 a 29/abr/09
UOL Interação
Balaio Cultural - http://francinneamarante.blog.uol.com.br/
Blog do Marcelo - http://marcelosanches.zip.net/
(F)alta Serotonina - http://pedromrn.blog.uol.com.br/
Karla e Melody - http://minhamelody.zip.net/
Ladainhas da Lagarta Viajante - http://desespere.zip.net/
Que a Nossa Mensagem Seja a Nossa Própria Vida - http://marymallukkatj.zip.net/
Rua das Ilusões - http://ruadasilusoes.zip.net/
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Janduís - http://sindicatoruraldejanduis.zip.net/
Tapete Vermelho - http://josecalazans.zip.net/
Obrigada, UOL!
Quando olho para meu passado, vejo uma menina muito parecida comigo. Só que essa menina sabia menos coisas, tinha menos gente ao redor, menos coisas para contar, menos peso na bagagem, menos preocupação, menos pressão pra tudo, enfim. Menos tudo. Lembro dessa menina com carinho, mas não voltaria um dia sequer para reviver todas as lembranças. Irônico dizer isso, pois uma das palavras que mais gosto de escrever (e às vezes viver) é nostalgia. Não voltaria para me ver nascendo, mesmo querendo muito saber como foi. Não voltaria à infância, mesmo querendo saber que música o barbeiro em que eu cortava cabelo cantava pra mim. Não voltaria à minha “aborrecência”, porque além de aborrecer os outros, eu também me aborreci. Na verdade, não voltaria nem dez minutos atrás. Não voltaria para consertar meus erros e nem para aproveitar mais os melhores momentos. Admito que tenho um pouco de saudade de certas coisas, mas mesmo que se magicamente eu pudesse voltar para fazer ou ver qualquer coisa, certamente eu pensaria muito antes de entrar na máquina do tempo, porque o que fui ainda permanece (e sempre permanecerá) em mim. E isso, nem magicamente se tira.
Pauta para o Tudo de Blog - "O que você faria se pudesse voltar ao passado?"