Bruna, 15 anos, 2º ano dos ensinos médio, técnico em mecânica e técnico em piano. Fã incondicional de Tim Burton e Johnny Depp. Botafoguense de coração, pretendo não morrer sem antes visitar Veneza. Um tanto quanto inconstante. Prefiro ler, assistir a um filme, rascunhar textos ou dormir. Senta aí e toma uma xícara de café comigo.Arquivo do Blog
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Começo a crer que, quando eu morrer, o motivo será porque há uma bomba acumuladora de informação dentro da minha cabeça; e depois essa bomba explode e eu morro. Informação demais pra viver, espaço insuficiente para guardar...Quer saber? Mudei de idéia.
Não quero mais devanear fantasticamente sobre o modo como morrer. Por que falar de morte quando o que mais quero é viver? Vamos falar de vida! Afinal, como diz Caio Fernando Abreu, viver bem é a melhor vingança! E quando uma bomba faz tique taque na sua cabeça todo o tempo, deixe-a estourar! Não se morre com isso, não. Deixe as lágrimas saírem e também deixe o sorriso estampado nos outdoors dos corações das pessoas.
Ninguém merece sofrer, mas ninguém te disse quando você nasceu que a vida seria fácil. E se a gente descobre essa dificuldade de viver na própria dificuldade em viver, o choque é mais forte e às vezes estoura de uma só vez. É nessas horas que a gente acumula pensamentos do tipo “quem diria que viver ia dar nisso”, e do nada pára, reflete, está num lugar que não parece estar e fica em um tipo de transe pensativo.
E pensa muito. Demais. Pensa de modo tão demasiado na bomba que mal percebe que o relógio da vida continua correndo contra o tempo que se tem e que ele não pára pra você reorganizar o tempo que praticamente se quis perder, deixando praticamente de fora uma frase que eu acho indispensável: “A vida é ‘muito’ para ser insignificante”.
Todo mundo já cultivou ou cultiva bombas na cabeça. Bombas que foram jogadas e remoídas, que também acabaram deixando os destroços afetando depois do estrago feito; bombas que estão prestes a serem jogadas ou foram jogadas com a hipócrita explicação de não ter “intenção de matar”, e que “matariam menos” se fossem logo jogadas com a real intenção; bombas corriqueiras; bombas inevitáveis...São tantas as bombas de sentimentos que não consigo organizá-las em apenas um devaneio adolescente.
Gosto de falar de vida. Vizinho, fale de vida. Inimigo, fale de vida. Amigo, fale de vida. Mundo, fale de vida. Vida, fale de vida! Falemos todos de vida!
Não quero pregar uma auto-ajuda clichê. Eu só quero falar de vida. Eu só quero viver a vida! O mínimo que eu mereço é viver. E eu desejo o mesmo pra você!
Eis que surge, em meio a nuvens cinzentas e ar irrespirável, ela, nossa protetora, guardiã e zeladora silenciosa: a Mulher Sustentável. Filha do Desenvolvimento e da Sustentabilidade, ela é a super-heroína mais falada do momento. Apesar da grande maioria da humanidade ainda discordar de seu trabalho, seguindo somente os ideais de seu arquiinimigo, o Super Crescimento, a Mulher Sustentável vem ganhando papel de destaque. Sua luta é a favor do homem retirar da natureza aquilo que preenche suas necessidades e, ao mesmo tempo, preservar a biodiversidade. A Mulher Sustentável vem recuperando áreas devastadas e buracos na camada de ozônio com seu raio laser verde reintegrador de moléculas; e, com seu sopro turbo verde sustentável, vem dia após dia restabelecendo a temperatura do planeta. Sua última luta com o Super Crescimento não foi física. O ideal em questão, no debate com os líderes mundiais das ONG’s e das principais empresas do mundo, que era acompanhado via Internet por todos os seis bilhões de terráqueos, era uma votação que escolheria qual filosofia o mundo seguiria nos próximos anos. No fim do debate, a Mulher Sustentável conseguiu mais da metade dos votos, e sua filosofia vem sendo implantada em um país de cada vez, com um passo de cada vez. Assim, todos puderam respirar aliviados: e com ar puro!
Pauta para o Tudo de Blog - Vocês vão ter que inventar uma super-heroína do verde! Ou seja: criem um nome para essa heroína e imaginem que superpoderes ela teria, quem seriam seus arquiinimigos, pontos fortes, fracos e afins. No post vocês podem relatar uma "aventura" desse personagem em sua luta a favor do verde. A ideia da Capricho é que vocês, de uma forma bem humorada, discutam a questão da sustentabilidade. Um desafio!

Seria muita hipocrisia dizer que sempre falei de sexo com naturalidade. Na verdade, falar abertamente sobre isso quase nunca acontece. Até hoje, conversei sobre sexo e afins com exatos três amigos. Aqui em casa até se fala, mas as palavras relacionadas a sexo são jogadas no ar como metáforas para eu pegar e guardar num pote; e depois refletir sozinha sobre o que guardei lá dentro. Lembro de uma aula de Biologia do primeiro ano que o professor usou só para tirar nossas dúvidas sobre sexo e explicar sobre. Tirando isso, sou praticamente uma autodidata nas vertentes relacionadas a sexo. Até um tempo atrás, sempre que alguém chegava para falar de sexo comigo, eu exclamava “ohs” e “credos” involuntários, querendo, na verdade, dizer absolutamente nada. Era pudor ou medo de falar sobre um assunto tido como tabu por uma legião de pessoas? Não sei. Sei que, agora, meus conceitos mudaram e, com isso, encaro o assunto sexo com a devida naturalidade que deve ser encarado. Afinal, do sexo viemos e sexo faremos/fazemos. Claro que, como romântica assumida, acho sexo sem amor out à beça. Quando tiver que acontecer, vai acontecer. E será naturalmente. Na hora certa, com a pessoa certa, com maturidade, preparação, respeito e a primordial recíproca confiança entre as pessoas. E, obviamente, com muito amor.
Pauta para o Tudo de Blog - Vocês têm vergonha de falar sobre sexo? Isso é um assunto tabu? Ou vocês desencanam geral e não ligam para isso? Quem fala com os pais? Ou somente com os amigos? Ou quem é muito reprimido e cora só de pensar em escrever sobre o tema?
O reencontro deu-se por volta das dez da noite naquele sábado. Enquadrada no xadrez que vestia dos ombros aos joelhos, ela mal podia acreditar que ele estava ali, de frente pra ela. O perfume dos dois se encontrava no ar como há tempos não se sentia, e o som dos carros ao longe não impedia o silêncio que reinava no curto espaço dos minutos incontáveis em que os dois se reconheciam pela segunda vez.
Ele tentou falar, tentou se mover para abraçá-la. Tentativas frustradas que resultaram no piscar de olhos mais demorado que ela presenciara. Os quatro olhos pareciam jabuticabas maduras prestes a caírem do pé. Mas não podiam ficar se olhando tanto; não ali. Moveram-se em busca de lugar nenhum. Ainda havia tempo.
As estrelas permaneciam no lugar de sempre, cintilando para as pessoas que se punham a observá-las em qualquer lugar que fosse. A Lua crescente lembrava o sorriso de alguém que não hesitava ao sorrir, e espremia ao seu lado uma minúscula estrela perdida no espaço. De fato perdida, mas teoricamente: a Lua lhe fazia a companhia necessária na imensidão do céu naquele fim de noite. E parecia que as estrelas haviam sido transferidas para o sorriso dela e para o olhar dele, brilhantes como sol refletido em água pura.
As mãos dadas transmitiam uma sensação gelada mesmo no tempo quente daquela noite estranha. A sinceridade os perseguia e nenhuma palavra havia sido dita até então. O lugar inseguro havia ficado para trás e os pés os levavam a uma velha subida, já conhecida por ambos, em direção a uma casa cor de primavera desbotada. Entraram.
Ela estava lá, a velha rede cor de canela, no lugar de sempre, esperando para que fosse palco de abraços e de despedidas intermináveis.
Felizes só por terem um ao outro, as primeiras palavras começaram a sair das bocas brilhantes, dando início ao clichê amoroso mais bonito que imaginaram.
- Eu estava com saudade.
- Eu também, mas tinha medo.
- Não sei porquê medo.
- Não sei se você compreenderia o medo.
- Eu te amo, mesmo com as interrupções.
- Eu te amo. Sem interrupções.
Beijaram-se com tal intensidade que se tornaram delicados. Ela mal podia acreditar que seus cabelos misturavam-se ao ombro esquerdo dele e que o tinha, finalmente, bem onde queria.
A madrugada passou depressa e os dois permaneceram ali, abraçados na rede todos os segundos que podiam. Clamavam silenciosos por um tempo adicional, algo que não se compra, não se volta; simplesmente não se pode ter. Como foram perder tanto dele?
No último segundo, o barulho do freio do carro já havia poluído os quatro ouvidos. A manhã que começara tinha cheiro de queimado. As escadas que desceram ressoaram como vozes perdidas na multidão.
Ele entrou no carro em prantos e ela ficou do lado de fora. Olharam-se, despediram-se silenciosamente. Houve o arranco do carro, o choro apertado e a dor contida.
Sangravam de amor e de tempo perdido. Deram-se conta de que era demasiado grande para terminar de qualquer forma.
Amor. Amavam. Amam.
Conto escrito em setembro de 2008 e postado na hora certa.

A era em que vivemos é onde o respeito mandou lembrança e não sabe quando volta. Querem tirar as pessoas de circulação, deixando livre quem deveria estar preso e deixando preso quem deveria ser livre. A medida quer proteger os jovens até 18 anos, mas ela não proíbe o que quem tem 19 anos ou mais faz. As más influências circulam desde o raiar do sol até o cair da noite, e nada impede que os atos ilegais sejam feitos nos horários de “bom dia” aos de “boa tarde”. Eu tenho 15 anos e não ficaria nada satisfeita em ter minha liberdade limitada. Afinal, liberdade tem limite? Sim, mas não dessa maneira. Pais sem autoridade sobre os próprios filhos e professores sendo agredidos por alunos mostram que o problema não é de total culpa do que vem de fora, mas do que carece de dentro. Educação é a palavra. Por isso, não adianta o governo querer educar os filhos dos outros: educação vem de berço e de escola. E o que o governo deveria ter como prioridade é apenas a melhoria na educação que vem da escola. Quem decide que horas um filho volta pra casa são os pais. A educação e a consciência dos jovens é o que realmente manda no que eles farão quando estão expostos ao mundo corrompido. Quem faz o ladrão é a ocasião, e não o horário.
Pauta para o Tudo de Blog - Sobre o "toque de recolher"
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Blogs Legais - 22/abr/09 a 29/abr/09
UOL Interação
Balaio Cultural - http://francinneamarante.blog.uol.com.br/
Blog do Marcelo - http://marcelosanches.zip.net/
(F)alta Serotonina - http://pedromrn.blog.uol.com.br/
Karla e Melody - http://minhamelody.zip.net/
Ladainhas da Lagarta Viajante - http://desespere.zip.net/
Que a Nossa Mensagem Seja a Nossa Própria Vida - http://marymallukkatj.zip.net/
Rua das Ilusões - http://ruadasilusoes.zip.net/
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Janduís - http://sindicatoruraldejanduis.zip.net/
Tapete Vermelho - http://josecalazans.zip.net/
Obrigada, UOL!
Quando olho para meu passado, vejo uma menina muito parecida comigo. Só que essa menina sabia menos coisas, tinha menos gente ao redor, menos coisas para contar, menos peso na bagagem, menos preocupação, menos pressão pra tudo, enfim. Menos tudo. Lembro dessa menina com carinho, mas não voltaria um dia sequer para reviver todas as lembranças. Irônico dizer isso, pois uma das palavras que mais gosto de escrever (e às vezes viver) é nostalgia. Não voltaria para me ver nascendo, mesmo querendo muito saber como foi. Não voltaria à infância, mesmo querendo saber que música o barbeiro em que eu cortava cabelo cantava pra mim. Não voltaria à minha “aborrecência”, porque além de aborrecer os outros, eu também me aborreci. Na verdade, não voltaria nem dez minutos atrás. Não voltaria para consertar meus erros e nem para aproveitar mais os melhores momentos. Admito que tenho um pouco de saudade de certas coisas, mas mesmo que se magicamente eu pudesse voltar para fazer ou ver qualquer coisa, certamente eu pensaria muito antes de entrar na máquina do tempo, porque o que fui ainda permanece (e sempre permanecerá) em mim. E isso, nem magicamente se tira.
Pauta para o Tudo de Blog - "O que você faria se pudesse voltar ao passado?"
Apenas acúmulo de poeira, ou plena falta de vergonha na cara. Ficar tanto tempo sem atualizar o blog sempre me rende uma bela falta do que falar. Dessa vez não seria diferente. A verdade é que conciliar Internet com tudo que faço aqui tem sido um mata-morre inevitável. A falta de tempo pela qual sou regida é a principal causa.
Não tenho tido tempo para as pautas do Tudo de Blog e nem para simplesmente devanear ou entediar vocês. Vou passando por cima de fatos que poderiam (e de fato precisariam) constar aqui. A vida vai seguindo seu curso natural, as pessoas continuam tais como são, e eu continuo a reclamar da falta de tempo. O tempo que tenho para escrever é dividido com o tempo que tenho para dormir. Isso me deixa, literalmente, muito cansada.
Acho que me encontro em uma daquelas fases meio tristes que todo mundo tem quando tudo está na mais perfeita paz e sintonia com tudo. Sabe-se lá porque o ser humano sempre acha que está faltando alguma coisa quando a harmonia reina.
Sinto-me rejeitada, evitada, amada, ironizada, admirada e julgada, variando o verbo de acordo com cada pessoa. E, ainda assim, continuo nesse marasmo.
Pode parecer melodrama de atriz mal sucedida sem platéia, mas é só mais um capítulo inútil da adolescência de uma garota. Capítulo que acaba agora, porque amanhã já é hoje, e a história tem que continuar.

Odeio a cantoria que meu vizinho arruma toda vez que vai tomar banho. Desprezo quem parece estar sempre em comercial de leite em pó. Odeio pele alheia indesejada em mim e que me cutuquem. Repudio essa mania século XXI de pegar geral. Lara*, eu só te cumprimento por educação. Eu tenho muita vontade de acertar um tomate na primeira pessoa que vejo quando chego na escola, seja ela quem for. Renata*, você é muito burra. Odeio “novinha” que “está na pista pra negócio”. Se meu dinheiro desse, sairia correndo daqui sem pensar uma vez sequer. Acho que só 50% da população mundial sabe o que é autocrítica. Eu tenho uma dificuldade enorme de tomar atitudes necessárias. Tenho medo de vomitar e não parar mais de vomitar. Já sonhei que estava nua na escola. Já falei muitas coisas contrárias ao que eu queria dizer na verdade. Neologismo era a diversão com minhas amigas na pré-adolescência. Observo, analiso e critico tudo. Passo metade do dia odiando minha vida. A outra metade passo rindo do quanto quase tudo é previsível. Pronto, falei.
* Nomes trocados para preservar a identidade das ditas cujas.
XOXO, Gossip Girl.
Pauta do Tudo de Blog para a revista - "O que você postaria anonimamente?"
Meia-noite. Sem sono. Vestido verde.
Ruídos. Goiabada com queijo. Sede.
Fichário. Ventilador. Lua.
Iracema. Estrelas. Rua.
Café. Revisões. Leituras.
Calendários. Trabalhos. Mesuras.
Telefone. Fotos. Sorte.
Folhas. Tesoura. Recorte.
Fitas de vídeo. Cartas. Caneca.
Flores. Livros. Boneca.
Descalça. Xadrez. Pensamento.
Janela aberta. Música. Deslocamento.
Silêncio. Sozinha. Clichê.
Meia-volta. Sonhos. Você.
Se eu fosse homem por um dia, eu sinceramente não saberia por onde começar. Ser homem deve ser muito, mas muito mais fácil que ser mulher. Não precisaria de depilação, não haveria necessidade de besuntar a cara com maquiagem, não queimaria o couro cabeludo com chapinha e não precisaria fazer as unhas. Não sentiria a dor das famosas cólicas e não teria vergonha de chegar no clube e pular na piscina, porque não teria a sensação de todos estarem me olhando. Andaria livre, leve e solto sem camisa por aí e sentaria num barzinho com os amigos, ficando lá até o sol raiar, conversando sobre futebol e bebendo cerveja. Blusa, jeans, tênis, perfume e tudo resolvido. Conversando com outros garotos e os ouvindo, tentaria entender o que se passa em suas mentes tão indecifráveis, e acredito que essa seria a parte mais difícil. Ser homem por um dia seria fácil e intrigante, mas só por um dia mesmo; porque, afinal, garotos "perto de uma mulher, são só garotos".
Pauta para o Tudo de Blog - "Se eu fosse homem por um dia, eu..."
Domingo passado, a Naty, chefa do Tudo de Blog, mandou o listão de quem continuava no grupo de 2009, porque ela tem que cortar meninas para as selecionadas de 2009 entrarem. Das 130 meninas, ficaram 60. E EU ESTOU ENTRE AS 60! Quando eu vi meu nome na lista, fiquei relendo sessenta horas o e-mail para ver se era verdade mesmo. Minha felicidade foi tão grande que eu dei um grito. Cheguei à conclusão de que eu descubro coisas de madrugada, porque já aconteceram descobertas de fatos importantíssimos entre meia noite e 6 da manhã várias vezes. E como não é um horário muito agradável aos vizinhos para se gritar...Eu só lamento por eles! Hehehe! (Brincadeira, gente. Não sou uma histérica em potencial!) Estou em estado de choque até agora e não poderia deixar de compartilhar isso com vocês aqui no meu querido blog. Se minha felicidade falasse, no momento ela diria, bem alto, e em um timbre inigualável, TUDO DE BLOG 2009, AÍ VOU EU!!!
Eu comecei a namorar, em dezembro de 2007, um menino que vou chamar de K. Nós estudávamos na mesma escola, e foi no aniversário de uma amiga minha, em agosto, que fomos apresentados. Desde setembro/outubro de 2007, ele já era apaixonado por mim e, no dia em que ele se declarou, eu quase morri, porque estava gostando dele também. Daí nós começamos a namorar sério, só que depois de quase dois meses juntos, eu terminei com ele sem motivo nenhum. Na época eu acho que falei com meus amigos que era porque não estava mais gostando dele, mas não era verdade (e fui descobrir isso num momento não muito agradável). Depois que terminamos, quase voltamos em março de 2008, mas por razões que prefiro esquecer, isso não foi possível. Depois daí, paramos de vez de conversar um com o outro. Foi mais ou menos em abril, acho, que duas amigas minhas que vou chamar de Z e Z2, ficaram mais próximas dele e do irmão dele. Depois dessa aproximação, os quatros andavam sempre juntos. E eu continuava a não falar com ele. Em julho de 2008, minha amiga Z começou a ter um rolo com ele. Ela veio antes perguntar se eu não ia ficar triste se ela ficasse com ele, porque a gente tinha namorado, que eles estavam quase ficando, que ela não tinha ficado ainda porque ficou preocupada com o que eu ia achar e tal. Eu realmente achei muito bonito ela se preocupar comigo, e disse, na melhor das intenções, que eu não ia ligar mesmo, com todas as letras. Só depois que eles começaram esse rolo que eu voltei a conversar com ele. Eu achei que era só uma vez e pronto, mas durou quase julho inteiro, e eu realmente fiquei chateada. Depois que voltaram as aulas, ele terminou com ela. Após um tempo passado isso, eu percebi que ainda gostava dele. Um dia, eu e K estávamos conversando, e ele também disse que ainda gostava de mim. Eu não sabia o que fazer porque, tecnicamente, Z furou meu olho e, se eu ficasse com ele de novo, eu furaria o dela! Só que o sentimento era realmente verdadeiro, e nós ficamos. Eu fui falar com ela depois do ocorrido, mas como ela me falou antes do ocorrido dela, ela ficou muito triste comigo. Ficamos um bom tempo sem nos falar, um tempo muito grande, diga-se de passagem, para amigas há tanto tempo. Eu e Z conversamos um dia para voltarmos a ser como tudo era antes e esquecer o que tinha acontecido. Essa reaproximação está em processo ainda. Graças a Deus, terminou tudo bem. Eu sei que não vai ser aquela coisa que era antes com ela, mas eu espero que isso possa acontecer de verdade. No fim, eu e K começamos a namorar de novo, e estamos juntos até hoje. Pra falar a verdade, até hoje não sei quem realmente tem culpa nessa história toda...
Pauta para o Tudo de Blog da Capricho - Sobre amiga fura-olho

Concordo em partes com essa pesquisa de que as pessoas populares são mais felizes, pois sou concordante com a filosofia de que “para toda regra há uma exceção”. É fato que as pessoas populares têm mais gente por perto do que as que não são tão populares assim, mas isso é extremamente relativo. Entre toda essa gente que as rodeia, a maioria é só fachada. Só ficam perto de você por causa do seu status “invejável” para elas. Nunca busquei todos os holofotes pra mim; e nem os quero. Até concordo que deve ser legal ser o popular da escola, mas isso depende do modo como você se destaca. E se for por um lado ruim? Por isso que depende muito. Pessoas impopulares são felizes sim, e não vejo problema algum nelas por não serem populares. Não vou negar que sou bem comunicativa e tenho facilidade de fazer amigos, mas não mato e morro para ser a rainha da cocada preta na escola. Nós devemos nos destacar por aquilo que somos, sabemos fazer e pensamos. Como nunca haverá jeito de agradar a todos, o jeito é você ter orgulho da sua personalidade. E isso vai muito além dos diversos estereótipos que têm aos montes espalhados por aí. Nietzsche já dizia, “Torna-te quem tu és”, sendo popular ou não.
Pauta para o Tudo de Blog - Sobre popularidade
Ter um fake é se autodenominar inseguro e descrente da própria índole e moral. A denominação dada para esse tipo de perfil já é um descaso com si mesmo. E tudo é tão irreal. Você se prende a um mundo inexistente, onde procura suprir as necessidades de relacionamento cara-a-cara que você não tem na vida real. Você tenta ser aquilo que você não é só para (novamente tentar) se sentir melhor. Coisas falsas tentam se parecer com as originais, só que elas não te enganam por muito tempo, pois sempre há a descoberta do fingimento e da mentira. Um dia, a própria consciência da pessoa pesa, e ela acorda para a realidade, adquirindo nessa hora capacidade para ver que deve mudar e preencher esse espaço vazio falsamente preenchido por uma coisa também falsa. Nós não vivemos dentro do computador; e aposto que a sua sorveteria favorita não é uma comunidade. O que é válido, na verdade, é a autocrítica. Na hora em que você faz o log out, a única coisa que fica é você em carne e osso. Ter um fake é simular a vida, e simulação da vida é abrir mão da própria existência.
Pauta do Tudo de Blog para a Capricho - Sobre fakes