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Edit 1: Amanhã às 7 e 45 da manhã para ser extata estou dentro da rodoviária esperando o ônibus a caminho do meu destino. Será uma pequena viagem mesmo, só eu e minha tia que vamos. Eu volto na segunda, na terça ou na quarta - e eu nem sou indecisa - e juro que posto logo, minha gente. Até breve.
Nostalgia: logo hoje? Peguei minhas agendas de 2004, 2005, 2006 e 2007 para dar uma olhada. A de 2004 e de 2005 eu joguei para bem longe depois de passar uma ou duas páginas. Lá jaziam infantilidades para vender com 99% de desconto. Em 2006 eu comecei a mudar, mas continuava uma criança atraída fatalmente por doces – e infelizmente carrego essa cruz até hoje. Em 2007, fica mais sério. São três tipos de caneta, intercalando com uma ligeira organização, fotos e textos fúteis sobre o meu dia. A única na qual eu consegui passar as páginas até o final. Cheguei em Julho e me arrependi: achei três pérolas que escrevi depois de overdose de sorvete. Intitulados “A Maçã”, “Vermelho-sangue” e “Sapos Verdes”, vocês realmente não gostariam de vê-los postados aqui.
Joguei as agendas no meu baú do esquecimento e parti de novo rumo a velharias: fotos. Um, dois, três, quatro álbuns. Aniversários. Casamento dos meus pais. Praias – muitas praias. Natais e familiares. Amigos de infância. “Photoshoots” meus quando ainda era um bebê. Dos momentos que lembro, lembro com os mais profundos detalhes.
Num dado momento, recordei de uma vez quando eu morava em uma casa amarela numa rua sem saída, com meus sete anos. Meus amigos – aqueles de infância - me chamaram para andar de bicicleta pela rua. Há um morro na entrada e eu morava na última casa da rua. Nós subíamos e descíamos incansavelmente rindo feito crianças – mas era o que éramos, ora. Parei na metade do morro. Abaixo, havia casas. O morro era “no ar” daquele lado. Além das casas, havia arvorezinhas. Respectivamente: morro, árvores, uma pequena calçada, casas. Eu estava lá, parada em cima da minha bicicletinha rosa choque da Monark®. Vacilei no pedal e caí justamente do lado o qual estavam as árvores - e não a rua. Para melhorar, era um arbusto completamente lotado de espinhos. Depois da queda de uns dois ou três metros, eu comecei a berrar. Todo mundo que estava na rua jogando papo pro ar foi lá ver o que estava acontecendo. Saí correndo gritando “MÃE! MÃE! TÁ DOENDO!”. Cheguei em casa, bati a porta e corri até a minha mãe. A minha sorte foi que o arbusto me segurou e a bicicleta parou na viradinha e não caiu por cima de mim. Podia ter quebrado uma costela!
Além da situação em si, lembro do pós. Eu em pé no banheiro de costas para minha mãe e ela sentada na tampa do vaso sanitário tirando um por um os espinhos de mim. Situação interrompida por vários “AIS” ao longo do processo.
E no dia seguinte, já estava eu com a minha Monark® rosa. Pronta pra uma nova aventura infantil.
Aqui devia estar escrito um post contando as minhas decepções, alegrias, novidades e tantas outras coisas de 2007, mas, como o velho 2007 está quase morrendo - e eu não sou de quebrar promessas -, tinha que escrever aqui ainda esse ano. Último dia de 2007 e já vai me dando um aperto no coração. Lá se vão mais 365 dias e já vêm mais 366 - esse ano é bisexto - pra me deixar a saudade e trazer a esperança.