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O início foi na quinta série. Algumas meninas já se conheciam de outros carnavais, outras sempre estudaram juntas e algumas foram apresentadas pela primeira vez. Organizávamos as melhores festas e saíamos todas as sextas-feiras à tarde para comer besteira na rua. Na 6ª série as meninas já eram como “amigas para sempre”, apesar de terem sido separadas de sala pela maldita escolha da escola. Eram gênios na arte de inventar palavras. Dessa época, resta apenas uma pasta de fotos no computador, de uma festa do pijama perdida em algum lugar no tempo de 2005. Três anos se passaram e as meninas mudaram. Algumas começaram a andar com pessoas novas e outras pessoas foram entrando no já extinto CF. E tudo ficou meio dividido em 2007. Diria um tanto quanto divido, viu. Ninguém mais saía pra comer besteira, as festas acabaram e as palavras inventadas já não tinham a mesma graça de antes. Era como a “síndrome dos 15 anos destruidora de grupos de amizade”. As meninas eram juntas, mas ainda assim, separadas. Subdividiam-se de duas em duas, de três em três. E foi no último dia de aula do ano de 2007 que começava uma reaproximação do todo. Em 2008, minha mudança de escola poderia ser considerada um motivo a mais de separação, mas acho que união soou bem mais forte. E começamos, recentemente, a reaproximação chave da nossa história, a peça que estava faltando era, na verdade, todas. E as meninas puderam ver que seis não é mais um número, é praticamente um pacto – na melhor intenção da palavra! E de seis, viramos oito. Oito elétrons na camada externa do átomo. A conta exata. A verdade é que falar de amizade é um tanto quanto complicado, pois sempre faltam palavras e, as que usamos, soam ridiculamente péssimas. É algo que não acaba; e quando a vivemos intensamente, não cansa. E nem tempo e nem distância mudam o sentimento permanente.
(Dedicado à Alinne, Andiara, Carolina, Dâmaris, Érika, Estephania e Letícia)