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Fazer um começo de texto sem saber por onde começar é o início de um possível fiasco. Pedir desculpas por ter ficado mais de um mês sem postar nem vai adiantar muito. Mas sou obrigada a dizer que precisei desse tempo; e eu odeio dizer que precisei de tempo para pôr as coisas no lugar.
Costumo dizer que eu penso por muitas pessoas, já que na minha cabeça rolam várias informações que já vêm embutidas em possíveis causas e conseqüências. Se eu descubro às 10:30h alguma coisa que não gostaria de ter descoberto, às 10:40h já sei quem, onde, quando e porquê. Sinto-me detetive da minha própria fossa.
O que mais fiz nesse tempo que não escrevi foi re+verbo: reler, rever, repensar, recontar, refazer, reorganizar. Angústia e expectativa devem resumir o que senti, porque ao mesmo tempo em que a saudade fazia um buraco no meu peito, a esperança o vinha cobrindo. São paradoxos, mas quem já se sentiu viver uma mentira provavelmente deve entender.
Tenho procurado um refúgio nessas férias de inverno e pensado muito em ficar um tempo fora da minha realidade. Quero dar um tempo dessa cidade mascarada. Viajar. Devo visitar meus avós em uma cidade perto daqui. Mesmo perto, trocar de ares já vai me fazer bem.
Também tenho pensado em escrever mais. Começar a pensar na possibilidade de escrever um livro, talvez. Postar pelo menos duas vezes por semana no blog e terminar de ler os dois livros que peguei. Quero parar de acordar às 13:30h para dar fim à horrenda sensação de dia perdido.
Também quero agradecer ao Paulo Henrique e à Jéssica Lannes. Ao Paulo, amigo fiel de caráter indescritível, sempre comigo, mesmo que pela Internet. E à Jéssica, que me surpreende a cada dia, sempre me dando forças para não parar de escrever. Obrigada mesmo.
Disso tudo, fica a certeza de que quero e vou mudar mais ainda, porque sinto que estou sedenta de evolução. Um pouco mais de fantasia e verdade reinando na mente, talvez. Mais ilusões, não. Com ilusão já basta o nome do meu blog.