Ilusões

"Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi." (Mário de Andrade)

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Ilusionista Iludida

Bruna Montes Werneck de Freitas, 16 anos, interior de Minas Gerais, 2º ano do Ensino Médio. Faço curso técnico em Mecânica e em Piano. Poucas semanas para formar no curso de Inglês. Quero ser jornalista, poliglota e escritora. Admiradora incondicional de Tim Burton, Johnny Depp e Space Cowboy. Botafoguense de coração e apaixonada por Veneza. Um tanto quanto inconstante, impulsiva, crítica e sensível. Prefiro ler, rascunhar textos, dormir ou dançar a noite toda. Louca por literatura, gramática, coerência, coesão, moda, música, cinema, teatro, maquiagem, vinho tinto suave, unhas vermelhas, jogos de cartas, idiomas e festas. Às vezes, negocio. Outras, notifico. Senta aí e toma uma xícara de café comigo.

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Obrigada

Layout e conteúdo por mim, HTML por Érika e imagem por Deviantart.


Duas pautas com um Word só

Para a alegria (ou não) de vocês, duas pautas para o Tudo de Blog. As duas falam sobre vida e são bem existenciais. Para ilustrar, abaixo vai uma relíquia diretamente do meu baú de preciosidades: Bruninha em sua festa de palhacinhos de dois anos. É...Era feliz e sabia.

Crescer é necessário

Nunca achei que seria, sempre, a garotinha ingênua; não só aos olhos do papai, mas aos olhos de todos. Se há uma certeza nessa vida, é a de que vamos crescer e não vamos agradar a todos. Comecei a ir para a escola sozinha, a estudar sem a ajuda dos meus pais, a escolher minhas roupas, a resolver assuntos do coração por mim mesma e a escrever sobre isso. Resumindo: cresci, e já não sou mais uma menininha que espera sua bicicleta rosa de rodinhas no Natal. Quando passei para a 5ª série, estudar no turno da manhã parecia ser a faixa definitiva de transição para a adolescência; até eu conhecer Química e Física. Foi na 8ª série, ao começar a aprender o que é matéria e que as coisas dependem do referencial, que eu dei conta que aulas era realmente coisa séria. Na verdade, desde os 11 anos tenho programação semanal completa, pois sempre fiz cursos além da escola. Hoje em dia, tenho os traços de uma adolescente com sintomas de adulta precoce, vindos da minha infância irregular, que contracenava brincadeiras de casinha e boneca com cursos de música e inglês. O mais difícil foi aprender sozinha (às vezes da pior maneira) que, agora crescida, errar tem um peso chamado conseqüência, que agora deve ser pensada antes mesmo do possível erro. E se me perguntarem o que vou ser quando crescer, direi, certamente, que crescer não é um estado definitivo: é um estado constante.

Pauta para o Tudo de Blog - Quando percebi que não era mais criança - Que momento vocês pararam e se deram conta que tinham crescido? O que mudou? Foi doloroso? Foi fácil? Como é crescer? Como é perceber que não dá mais pra passar o dia brincando de Barbie e assistindo desenho na TV?

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Película existencial

A começar pela protagonista, meio romântica meio realista, minha vida daria um filme por eu não ter nenhum controle lógico para o roteiro inesperado, e sempre mudar o script, improvisando onze em cada dez vezes. Eu seria aquela que às vezes passa horas ajudando e às vezes está nem aí, que reconhece uma mentira a milhas de distância, que percebe gestos, que se inspira no diferente e com o que se identifica, que declara suas paixões e angústias sem medo, que faz e fala agindo com uma quase razão, porque tem um coração muito sensível, e às vezes se descontrola nas emoções. O elenco é marcado por pessoas que sempre vem, vão ou permanecem. O gênero, meio indefinido, faria as pessoas se manterem sempre numa constante mudança repentina, de risadas a choros, de piedade a ódio, de raiva a amor. A trilha sonora não caberia em um filme, tampouco em vinte. Algumas cenas remeteriam a outros filmes, como numa vez que minha vida ficou embalada pela música tema de Armageddon. As cenas de suspense geralmente seriam as voltas pra casa depois de uma festa, e as de amor seriam tão lindas e saudosas quanto confusas aos olhos do público. Os acontecimentos repentinos em determinada transição de cena seriam os de mais importância, definindo quase sempre o final. O final seria suave, quase passaria despercebido, já que filme e vida, em comum, tem o fim como novo começo, num ciclo sem fim e louco, mas feliz.

Pauta para o Tudo de Blog - Minha vida daria um filme - Aposto que todo mundo já pensou nisso em algum momento! (...) Então viajem legal e diga por que a vida de vocês poderia lindamente parar na tela do cinema (e ser sucesso de público!).



- Postado por: Bruna M. W. de Freitas às 18h41

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